CCO: CANSAÇO, COAÇÃO E OPRESSÃO

O Centro de Controle Operacional (CCO), localizado no prédio administrativo do Terminal 2 do Aeroporto Internacional de Guarulhos, tornou-se palco de graves denúncias de assédio moral. O Sindicato Nacional dos Aeroportuários recebeu relatos consistentes de trabalhadores do setor, incluindo três afastamentos por burnout, aplicação de advertência por motivo fútil e sem direito de defesa, além da demissão de um funcionário logo após retorno de afastamento médico concedido por psiquiatra.

O trabalhador havia sido afastado por seis dias e, posteriormente, por mais sete dias, conforme relatório médico. O documento aponta quadro de adoecimento após troca de turno, com dificuldades de adaptação e sintomas relacionados à saúde mental. Ao retornar às atividades, a solução encontrada pela gestão foi a demissão. A situação é ainda mais grave diante do fato de que o setor acumula oito denúncias registradas no compliance contra a mesma coordenadora. Os protocolos são: 4176885, 3096905, 9919553, 3806759, 3945090, 8368385, 8595387 e NHV1I7SK.

O Sindicato reuniu-se no mês de janeiro, por duas vezes, com o gerente responsável pelo setor, apresentando todas as denúncias, inclusive solicitando revisão da advertência aplicada a um trabalhador por motivo considerado desproporcional e, posteriormente, por meio de WhatsApp, questionando a demissão ocorrida após o afastamento médico. Não houve uma resposta convincente. Também não houve providências quanto às denúncias registradas no compliance, que os trabalhadores já classificam como “arquivo morto”.

Diante da gravidade dos fatos, o Sindicato Nacional dos Aeroportuários exige apuração imediata das denúncias de assédio moral no CCO, responsabilização da gestão envolvida e garantia de ambiente de trabalho saudável e seguro. A saúde mental dos trabalhadores não pode ser tratada com negligência. O silêncio da gestão não pode prevalecer sobre a dignidade da categoria.

Compartilhar