Nesta terça-feira, 30 de dezembro, encerramos um capítulo que ficará marcado nos anais do sindicalismo nacional. A diretoria do Sindicato Nacional dos Aeroportuários assinou o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2025/2027 com a Infraero. Mas é fundamental esclarecer o contexto em que esse acordo foi construído: ele não foi fruto de concessões espontâneas, e sim de uma longa e dura resistência da categoria diante de entraves impostos ao processo de negociação.
Nove meses de embate e travamentos institucionais
Foram nove meses de uma batalha árdua. A campanha salarial dos aeroportuários foi, sem dúvida, uma das mais difíceis e desgastantes da história da categoria. No entanto, é preciso registrar com responsabilidade que os principais entraves não partiram exclusivamente da Infraero, mas do governo federal, representado pela Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (SEST).
A primeira contraproposta apresentada pela Infraero, inclusive, contemplava ganho real. Contudo, a SEST não autorizou a continuidade dessa propositura, bloqueando o avanço das negociações e impondo sucessivos obstáculos que atrasaram e endureceram todo o processo.
A intervenção necessária: o sindicato em defesa da base
Diante do travamento prolongado das negociações, causado pela falta de autorização do órgão governamental, o sindicato precisou agir com firmeza, estratégia e pressão política. Somente após intensa atuação sindical e intervenção direta foi possível romper a intransigência institucional imposta pela SEST e avançar para a conclusão do acordo.
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